Ministro da Fazenda do Brasil
Nome completo: Dario Carnevalli Durigan
Idade: 42 anos
Nascimento: 9 de maio de 1984, em Bebedouro, São Paulo
Profissão: advogado e administrador público
Cargo atual: ministro de Estado da Fazenda
No cargo desde: 20 de março de 2026
Presidente: Luiz Inácio Lula da Silva
Antecessor: Fernando Haddad
Durigan substituiu Fernando Haddad, que deixou o Ministério da Fazenda em março de 2026. Sua nomeação foi publicada no Diário Oficial da União em 20 de março. Ministério da Fazenda
Formação acadêmica
- Bacharel em Direito pela Universidade de São Paulo — USP;
- Mestre em Direito pela Universidade de Brasília — UnB;
- Especialização profissional em direito público, regulação, finanças públicas e articulação institucional.
Durigan não é economista de formação; é advogado especializado em assuntos jurídicos, regulatórios e de administração pública.
Experiência profissional
Antes de ser ministro, trabalhou como:
- Secretário-executivo do Ministério da Fazenda, de 20 de junho de 2023 a 20 de março de 2026;
- Presidente do Conselho de Administração do Banco do Brasil;
- Diretor de Políticas Públicas do WhatsApp no Brasil;
- Integrante da Subchefia para Assuntos Jurídicos da Casa Civil;
- Advogado da União e fundador do Núcleo de Arbitragem da AGU;
- Assessor e coordenador de projetos de finanças públicas na Prefeitura de São Paulo.
Principais feitos e participação em projetos
Grande parte dessas entregas foi realizada quando Durigan era secretário-executivo de Fernando Haddad. Ele atuou principalmente na coordenação técnica e nas negociações com o Congresso, o Judiciário, governadores e setores econômicos.
- Novo arcabouço fiscal: participou da articulação do regime que substituiu o teto de gastos e estabeleceu novas regras para despesas e metas fiscais.
- Reforma Tributária do consumo: trabalhou na negociação da reforma que criou o IBS, a CBS e o Imposto Seletivo, simplificando gradualmente os tributos incidentes sobre o consumo.
- Regulamentação da Reforma Tributária: participou da elaboração das regras de transição, cashback, alíquotas e tratamentos diferenciados.
- Reforma do Imposto de Renda: participou da agenda para ampliar a isenção das pessoas de renda mais baixa e estabelecer tributação mínima para contribuintes de alta renda.
- Reequilíbrio das contas públicas: coordenou negociações relacionadas ao controle de despesas, revisão de benefícios fiscais e aumento da eficiência do gasto público.
- Plano de Transformação Ecológica: colaborou com projetos envolvendo mercado de carbono, investimentos verdes, transição energética e financiamento sustentável.
- Relação com o Congresso: tornou-se um dos principais negociadores da equipe econômica para aprovação de projetos fiscais e tributários.
Projetos e prioridades como ministro
Durigan assumiu defendendo continuidade da política econômica iniciada por Haddad. Entre suas prioridades anunciadas estão:
- melhorar a eficiência das finanças e dos gastos públicos;
- reformar e ampliar o mercado de crédito;
- implementar a Reforma Tributária;
- estimular produtividade, investimentos e ambiente de negócios;
- regulamentar economicamente as grandes plataformas digitais;
- modernizar as regras para crises e liquidação de instituições financeiras;
- desenvolver o Redata, programa de incentivo a data centers;
- ampliar a presença brasileira no mercado internacional de títulos públicos;
- preservar a estabilidade fiscal sem interromper o crescimento econômico.
Como assumiu somente em março de 2026, ainda é cedo para atribuir grandes resultados exclusivamente à sua gestão. Até agora, sua atuação representa principalmente uma continuidade da agenda econômica construída durante o período de Fernando Haddad. Reuters
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